As pessoas não gostam de ciganos, e o cigano estava só, o cigano era agora uma criança que chora sentada na areia do cais, o cigano não tinha pai talvez nem mãe, e chorava....eu, de longe, continuava a contemplar o cigano, vi o levantar o corpo leve e frágil e ficar de pé parado, olhando o horizonte.
domingo, 24 de novembro de 2013
O cigano
As pessoas não gostam de ciganos, e o cigano estava só, o cigano era agora uma criança que chora sentada na areia do cais, o cigano não tinha pai talvez nem mãe, e chorava....eu, de longe, continuava a contemplar o cigano, vi o levantar o corpo leve e frágil e ficar de pé parado, olhando o horizonte.
quarta-feira, 30 de outubro de 2013
Tomates só grelhados
quebrou o gelo entre nós quando veio cá fora perguntar se precisava-mos de alguma coisa....tu já tinhas pedido um café, a chávena de café que bebestes ainda estava na mesa, o pequeno pacote de açúcar aberto, quase vazio e manchado de gotas de café jazia amachucado de lado em cima da borda do pires .....
uma frente á outra, e mais uma vez afastei o cabelo da tua cara desviando-o para trás da orelha,
em qualquer lado em Inglaterra....
terça-feira, 6 de novembro de 2012
O novelo
A criança, magricela e de tez morena, correu apressadamente desde o outro canto da sala, ao encontro da mulher, e como que num ápice aprontou-se a esticar os braços, pronta e de braços bem esticados, mãos erectas, dedos esticados, e de língua de fora. A miúda tinha desta forma o corpo quase colado contra o corpo da mulher, o queixo pontiagudo da mulher tocava-lhe (sem esta querer e notar) a testa, e enquanto a mulher desfazia a meada, a miúda ia desviando lentamente o olhar sob o novelo que esta ia enrolando, levantando-o de vez em quando de encontro contra a face da mulher, e assim a miúda observava-lhe perplexa com os seus olhos de criança, as rugas profundas, quase como grandes cavidades situadas ao lado dos cantos da boca da mulher.
- Celeste!.Chamou a mulher outra vez. pressentindo que a miúda já devia estar distraída outra vez, a miúda baixou rapidamente o olhar, respondendo num tímido - sim, minha senhora! e a mulher acrescentou á conversa - Mexe mais os braços, senão hoje não me despacho, a pedido da mulher a miúda obediente e servil, mexeu um pouco mais depressa os braços em grandes movimentos largos e circulares, tentando acompanhar desajeitadamente o seu corpo de criança ao ritmo apressado com que a mulher engenheiradamente desfazia a meada de lã e a ia transformando num novelo.
Como estavam perto uma da outra, quase corpo colado contra corpo, cada vez que a mulher baixava a cabeça para poder enrolar mais depressa o novelo, a nuca da mulher, tocava o queixo da miúda, e a miúda por ser curiosa e por querer, cheirava lhe discretamente o odor, fumarento e quase seboso do cabelo grisalho que esta usava num carrapicho preso em baixo da cabeça, agarrando-o com travessas de cor castanho escuro.
Cada vez que a mulher se baixava, para conseguir enrolar melhor o novelo, ora para o lado esquerdo ora para o lado direito, o cheiro familiar do cabelo da mulher, invadia as narinas da miúda e neste momento a miúda pensava que não devia ter medo a mulher, pois o cabelo da mulher tinha quase o mesmo cheiro de todas as outras pessoas que ela conhecia.
- Celeste! A mulher chamou a atenção da miúda outra vez, adivinhando que a miúda já devia estar outra vez distraída, e continuou a conversa, murmurando entre os dentes. Quando murmurava, a mulher falava sem se dirigir especialmente a ninguém, falava sempre como se a miúda ali não estivera, coisa muito típica entre as pessoas do campo e daquela época, e acrescentava ao monólogo - Hoje, não sei que fazer para a ceia, é que o Sr.doutor, não gosta de comidas pesadas, parece que lhe provoca a azia. A miúda, não respondia, sabia que não eram perguntas, as quais ela podia responder ou opinar e sujeitava-se assim então á sua condição de ser pequeno, trabalhador, mudo e obediente.
A panela de pressão, apitou, ao mesmo tempo que se tinha terminado de desfazer a ultima meada, o novelo terminádo grande e de cor azul escuro, foi colocado ao lado de outros vários novelos da mesma cor e de mesmo volume, dentro de uma cesta de verga perto do fogão da sala de jantar. A mulher bateu as palmas das suas mãos secas e magras, quase transparentes, as veias grossas e azuladas das mãos pareciam-lhe querer explodir por baixo da pele fina e velha como vulcões em errupcão.
O bater das mãos significava que a mulher estava alegre por se ter desfeito a ultima meada, e servia como aviso á miúda, que a próxima tarefa do dia se seguia. A ceia. A mulher continuava falando como se a miúda ali, não estivesse, sempre dando ordens e instruindo-a nas tarefas da casa e continuava o monólogo limpando as mãos ao avental e dirigindo-se em passos pequenos e suaves da sala de jantar para a cozinha. A miúda pequena, magra e tímida seguia-a cautelosamente sempre uns passos atrás. Tentava acompanhar nervosamente e em vão os passos da mulher com as suas pernas curtas e magras.
A mulher continuava a conversa. Falava baixo, quase sempre em murmúrios, falava da importância da lida da casa, das dificuldades na preparação da ceia do Sr Doutor que sofria de azia, da escassez dos alimentos na mercearia da Teresa Rita. Falava, gesticulava, mas sempre com movimentos lentos, quase como demasiado dóceis ou finos para a época que se vivia e para a pessoa que se tratava. Ás vezes a mulher olhava para a miúda, e a miúda olhava para a mulher, quando ambos os olhares se cruzavam, liam o pensamento uma da outra e sem palavras só com o olhar, diziam uma a outra que não podiam ser amigas. As vezes havia no olhar da mulher um certo carinho e ternura pela miúda, mas a ternura e a docilidade, não era coisa própria daquela época. Abriu-se a panela de pressão, a mulher desviou a tampa com cuidado, como que se tivera medo que o vapor quente que saia da panela lhe pudesse queimar a cara.
A miúda pequena e ao lado da mulher seguia-a atentamente na preparação da ceia. A mulher questionava-se enquanto pegava na carne e nos enchidos e os despejava com cuidado para a panela regando-os de azeite, sal e agua e questionava-se. - Não sei se será suficiente? o Sr Doutor não come muito por causa da azia, mas a menina Margarida e os meninos, são de muito apetite e enquanto falava deitava grandes punha dos de feijão, depois fechou a panela com força, mordendo o lábio inferior, como a modos de ajudar o difícil acto de fechar a panela, enquanto mordia o lábio inferior o queixo da mulher parecia aos olhos da miúda, ainda mais pontiagudo, e a miúda assim de esguelha olhava para ela e observava-lhe o queixo muito aguçado dando-lhe vontade de rir.
A mulher lembrou-se de repente da presença da miúda e deu-lhe ordens outra vez, desta vez para por a mesa, pois os meninos, a menina e o Sr Doutor, já deviam estar a chegar.
Alguns minutos mais tarde, a porta grossa e pesada da entrada da casa soou, a mulher pediu á miúda para ir ver quem era, a miúda em passos curtos e rápidos foi abrir a porta, momentos depois voltou para dentro até á cozinha junto do fogão, onde a mulher ainda andava ás voltas com os preparativos da ceia, a mulher voltou-se e olhou para trás para a miúda que se encontrava com os seus braços delgados, caídos e com as palmas da mão juntas (como que a medos da reacção da mulher) a miúda permanecia atrás da mulher que preparava a ceia, esta voltou-se para trás e perguntou á miúda. - Então quem era, Celeste? a miúda respondeu:
- era só o vento, minha senhora.
A mulher voltou-se de novo para a frente e continuou a preparacão da ceia...
terça-feira, 9 de outubro de 2012
depressao
...Mais uma vez te digo que não me peças nada que não te possa dar. Voltastes as costas ao mundo e tentastes percorrer sózinha as escadas da vida. mas olha rapariga que os degraus são curtos, são curtos e íngremes....vê lá se não cais. Pronto, segura- te aqui ao meu braço, segura- te mas sem me magoar... não, não me espetes essas tuas unhas longas e pontiagudas no meu antebraço...ai ai tá a doer. Pronto já sei ficastes chateada, tás a ver como eu tinha razão? a ti nada se pode dizer, depois ficas pra ai com essa tua expressão de quem tá magoado a pensar que sou eu a má da fita.
Tu não vês que sou tua amiga? vim -te agora mesmo visitar, estou aqui no teu quarto sentada ao teu lado na cama. não te queres levantar e ir comigo ver o sol da varanda? não, não te apetece....preferes ficar aqui amochada de trompas, sem vontade de falar e com pena de ti própria. Digo- te que já não sei que fazer...quando eramos pequenas e estavás triste, contava- te uma estória ou outra e tu lentamente ias mudando de feições, até ao limiar de um pequeno sorriso.... mas agora que crescestes e tudo mudou, já não é fácil fazer- te sorrir...
Gostava de te perguntar, o que posso fazer para te alegrar, mas os teus olhos dizem tudo...dizem tudo e eu hoje já não preciso de palavras tuas, já não preciso de palavras tuas nem de gestos teus, só queria que no dia "hoje" os nossos olhares se pudessem encontrar discretamente e com a aprovação do teu olhar eu pudesse abrir as janelas do teu quarto para tu puderes respirar e expirares essa tua depressão pega jante, pegajante e viral. Mas a ti nada te importa...sabes que és uma egoísta, uma egoísta masturbadora do teu umbigo?
Uma masturbadora da tua depressão... desculpa lá o que disse, mas mais uma vez fizeste-me ficar chateada, é que me sinto impotente neste teu quarto. Sinto-me impotente a teu lado na cama... mas tu sabes que podes escolher. Espera ai.....acho que bateram a porta. Espera ai que vou abrir....não era ninguém afinal, se calhar brincadeira ou publicidade. Mas e agora aonde é que tu estás? não te encontro. Já não estás na tua cama, nem no teu quarto, simplesmente abriste a janela sem me avisar...ai mas que frio e que vento! penso que amanhã deve chover...mas onde é que tu estás? continuo sem te ver....ah...ah..sim...sim...já te vejo..olho da janela do teu quarto para baixo e já te vejo...sim..sim és tu, és tu.lá em baixo. Conheci -te pelo vestido branco e pelo cabelo curto escuro e à rapaz....sim, sim és tu e o teu .corpo está estendido sob a calcada.....tu estás estendida sob a calcada,.fostes para ai dormir, não faz frio? ahahaha pois é... eu sei que sempre gostastes de dormir ao relento.....
quinta-feira, 21 de junho de 2012
A fotografia
Aquela fotografia do principio era irreal, não existia, mas eu não sabia. Pensava que íamos ficar eternamente juntos, como na fotografia, mas a fotografia ia mudando lentamente á medida que o tempo passava...umas vezes eu também desaparecia da fotografia, ia mas voltava...e nesse instante, do meu desaparecimento tu ficavas na fotografia a sós com a filha e o cão. Eu desaparecia, mas voltava, desaparecia só por algumas horas, tinha que ter tempo de pensar e de poder voltar. Outras vezes eras tu que desaparecias mas nunca só, (acho que sempre tivestes muito medo da solidão). Desaparecias umas vezes com a filha outras vezes com o cão...outras das vezes com a filha e o cão. Mas voltavas, voltavas sempre e eu ficava tranquila a pousar na foto e á tua espera, á vossa espera. Sabia que voltavas, sabia que voltavas e é por isso k sempre que olho a nossa fotografia do principio eu estou sempre sorrindo...Nunca gostei muito de sorrir, nem muito menos de rir para fotos, sempre achei estranho que muita gente possa ser assim:.um, dois, três, sorria. Sorria para a foto, sorria porque está a ser fotografado. Mas aquele sorriso da nossa primeira fotografia eu estou sorrindo, porque sempre pensei que voltarias e não pensei que tinha que sorrir, senão por acaso talvez não pudesse ter conseguido sorrir.
Infelizmente a fotografia desapareceu e ardeu para sempre. Mesmo que queiramos, eu, tu a filha e o cão já não existem, já não existimos na fotografia, a fotografia simplesmente morreu, desapareceu, ninguém a rasgou ninguém a ardeu, ninguém a perdeu simplesmente já não existe! Apenas foi o tempo que a matou e a cortou aos pedaços. Já ninguém está parado na fotografia á espera de nada nem de ninguém...simplesmente fomos saindo da foto um a um...primeiro tu, depois eu e a filha e por fim o cão...simplesmente o tempo e a circunstancia das coisas, separou-nos, e atirou-nos contra caminhos diferentes....))
quinta-feira, 14 de junho de 2012
A viagem
Quando tinha vinte anos, decidi nas ferias de verão com a aprovação (pendente dos meus pais) viajar pela Europa,. segundo as minhas "francas e honestas" palavras: tinha como intuito de ir fazer vindima em Franca e voltar.
Sendo assim nas ferias de verão de 89, acabei por fazer essa viagem na companhia de uma amiga. Não posso dizer que eu e a minha amiga acabamos por viajar como que num "inter raile", Porque alguns dias antes da nossa viagem, como que num ápice e no meio de alguma gente conhecida, a minha carteira desapareceu com todo o dinheiro que eu tinha para a viagem. À minha amiga restava-lhe algum dinheiro das ferias do verão, que solidariamente quis compartilhar comigo, mas com a falta de fundos vindos da minha parte e feitas as contas, não tínhamos dinheiro quase para comer, muito menos para bilhetes de comboio.
Decidimos então dar a volta á coisa, não desistir da viagem, e viajar de forma mais barata. À boleia e sem destino!
Nunca é difícil andar á boleia quando sê é jovem e muito especialmente se pertence ao sexo feminino, de maneira que não foi difícil termos acesso a boleias directas e de longo percurso. Estilo:um autocarro vazio destinado ao transporte de turistas (dentro da Europa), só para nós. Mas houve várias vezes que viajamos com camionistas, nessa altura combinávamos eu e a minha amiga, não adormecer ao mesmo tempo. Embora tenham sucedido algumas situações onde as palparas não quiseram obedecer ao cérebro e teimaram em baixar, assim seja, a divina promessa feita entre as duas de não adormecer ao mesmo tempo, foi supostamente anulada, mas a sorte deve ter falado muito alto nesse verão de 89, porque perante tantos actos impensáveis, chegamos as duas sãs e salvas ás seis da manhã á Holanda, a uma quinta onde havia algumas vacas a pastar. No dia anterior, Tínhamos acabado de sair da cidade Madrilena (sob a arrasadora temperatura escaldante de quarenta e dois graus) e chegado no dia seguinte á Holanda numa manhã, triste cinzenta e amena, tipica de verão do norte. Já tínhamos passado por vários países. Mas como na realidade ninguém nos esperava, nem tínhamos destino nenhum, a Holanda seria então o nosso "Eldorado", segundo nós, a meta final da nossa viagem. A Holanda era na altura, dos anos oitenta /noventa, proclamada pelos jovens mais alternativos da Europa o pais das maravilhas. Uma experiência fenomenál de uma Europa um pouco menos-clássica, e mais liberal!
Retornando o pensamento a Madrid. Lembro-me do calor infernal que fazia nesse ano em que viajei de 1989 do mês de Julho, na cidade de Madrid. Nada pior que uma cidade do sul da Europa, cimentada a ferver e a borbulhar calor, no mês de Julho ou Agosto. Sou um pouco como as cobras, adoro o calor, e tal como estes bichos, não me deito no meio de uma estrada cimentada de papo para o ar a torrar ao sol, (porque parece mal e pode passar um carro), mas nesse verão Madrid ardia. O calor era tão intenso que o meu cérebro estava proibido de pensar, o corpo de gesticular e o ritmo cardíaco galopava a cem á hora. Nesse momento á boleia e á beira de uma estrada , só desejava uma coisa: uma brisa de ar fresco, atirar a mochila poeirenta e pesada contra a terra seca e gretada pelo sol. Baixar o dedo, fugir dali para fora e atirar-me ao mar!
Passado uns dias e já na Holanda. Num dos largos principais de Amesterdão, conhecemos uns "freaks" que tal como nós vendiam umas coisas mais ou menos feitas artesanalmente. Eu e a minha amiga já não tínhamos quase dinheiro nenhum e andávamos á vários dias a comer comida "Krisna" ( comida gratuita mas detestada por ambas). Nessa altura e em Amesterdão, vivíamos num apartamento emprestado por um "Raster" que conhecemos, e que teve a gentil subtileza de nos emprestar o apartamento de um amigo. Nós já conhecíamos Amesterdão, e achamos que já não havia muito mais a fazer naquela cidade, para alêm de andar de bicicleta, olhar moinhos, tulipas, e beber chá em cofee shops. Combinamos então com os nossos amigos "freaks", viajar com eles até á Dinamarca a um popular festival de musica e voltar para a Holanda terminado o Festival!. Decidimos entre as duas, que as nossas mochilas ficavam pela Holanda na casa emprestada, pois a viagem até á Dinamarca, seria curta e rápida e ambas estávamos muito fartas de andar como que em preguinacão com as mochilas pesadas ás costas por todos os lados. Mas o destino ás vezes é irónico. Nunca mais vimos tais mochilas com todos os nossos pertences (incluindo fotografias nossas) e nunca mais voltamos as duas juntas á Holanda.
Chegada a Copenhaga ás duas da tarde num carro de aspecto duvidoso e de matricula Holandesa: uma alemã, dois israelitas, e duas portuguesas. indivíduos entre os 18 e os 30 anos, paragem obrigatória pela policia, todos obrigados a sair do automóvel, todos para a esquadra. Alguns minutos depois, fechados numa cela, sessão de fotografias, tirada um a um.
Eu: ar assustado e infeliz. A minha amiga: ar ainda mais assustado e ainda mais infeliz. Os restantes passageiros: cara de quem já tem calo no assunto, e passou varias vezes por essa situação..
Suspeita: possibilidade de posse de produtos fumados ilícitos. Resultado da busca efectuada pela policia: nada encontrado.
Resultado final: libertos após 5horas claustrofóbicas de cativeiro e de sessões estupidamente fotográficas.
Nunca voltamos à Holanda, não tivemos dinheiro para o barco e entretanto, perdemo-nos dos restantes amigos de viagem. Para bem dos nossos pecados, (sem dinheiro algum e somente na posse dos nossos míseros bilhetes de identidade), encontramos em Christiania (aldeia alternativa em Copenhaga oriunda dos anos 60) um português que tinha um bar algures na cidade de Copenhaga. fomos viver para o apartamento dele, pois após um mês e meio de viver em Christiania, começamos a ficar fartas de dormidas ao relento ou de dormir em casas feitas de ramos de árvores, casas essas alternadamente sustentáveis por esses mesmos ramos ou de dormir em buracos imensamente profundos, escavados na terra.estilo: Habitat de toupeira, o qual nós chamávamos de casas. Saímos felizes de Christiania. Saímos de Christiania, só após dois meses, felizes por termos encontrado um português simpático que parecia pertencer á nossa tribo e orgulhosas pelo nosso novo look, de pircing nasal, evento esse, que marcava a diferença nos anos 80.......